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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Covardia na rede



Por: EVERTON PEREIRA
Em: Butiá Notícias (20-21/01/2012)

Creio que a internet seja uma das ferramentas que mais presta serviço a democracia e sua expansão mundo a fora. Há bem pouco tempo revoluções e levantes populares que derrubaram ditaduras e depuseram tiranos teve como forma de agregação, comunicação e organização popular a rede mundial de computadores. Talvez por isso ela seja tão detestada e vista com tanto receio por governos autoritários como o chinês e outros baseados no fundamentalismo religioso. A democratização da informação trazida com a internet e o próprio volume de informação, simplesmente é algo fora do controle. Se há poucas décadas atrás eram necessários livros, revistas, discos, cd’s, dvd’s para acessar algum tipo de informação ou entretenimento, hoje está tudo ao alcance do teclado e do mouse. Temos o mundo diante dos nossos olhos, mas como bons turistas, é sempre interessante antes de chegar ao destino, ter uma ideia sobre o que queremos lá para que não nos perdermos no caminho ou sairmos do foco.

Nada é totalmente bom nem totalmente mal. O que pode servir para ampliar o conhecimento, buscar mais informações do que está acontecendo no mundo ou mesmo ampliar o número de amigos, conhecer novas músicas e filmes, também pode servir para a prática de crimes como a pedofilia, a homofobia, o racismo, a disseminação de ideologias que pregam o ódio como o nazismo ou mesmo de maneira direta, atacar pessoas com calúnias e difamação. Neste caso em especial as redes sociais como o Facebook e o Orkut, talvez as mais conhecidas em nosso meio, sejam o terreno mais fértil. Ferramentas criadas para cultivar a amizade, arranjar namorados ou mesmo parcerias profissionais e discutir ideias, as redes sociais andam ultimamente sendo utilizada de maneira covarde para o denuncismo anônimo principalmente na esfera política.

Na antiga Grécia, berço da democracia ocidental, a ágora era o principal local da cidade. A praça pública onde se dava os debates sobre política, religião, enfim, tudo que fosse de interesse público. Mas sempre no olho a olho. Talvez hoje o Facebook tenha substituído em parte a ágora, mas com um detalhe: nele é possível que pessoas más intencionadas, utilizando-se de nomes e identidades falsas acusem outras sem a coragem de usar o verdadeiro nome. Durante esta semana infelizmente eu e outros companheiros do Partido dos Trabalhadores, alguns membros, outros não do Governo Municipal, fomos acusados covardemente por identidades falsas, os chamados “fakes”. Acusações que não tem a mínima consistência legal e que servem somente para criar um clima de boataria, fazendo do debate político não um debate de ideias e projetos, mas uma verdadeira praça de fofocas. A única forma que se tem de combater os “fakes” é não aceitar a solicitação de amizade de quem não conhecemos ou ao menos verificar o perfil da pessoa antes de aceitá-la como amigo ou amiga. No caso da certeza de ser um “fake” o correto é denunciar através da própria rede social que tem local específico para isto. No mais é não dar ouvidos, ou olhos, a boataria, pois numa democracia todos somos inocentes até que provem o contrário e só quem tem o poder de condenar ou absolver alguém é a Justiça e, portanto, só a ela devemos respostas.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Com responsabilidade e sem demagogia



Por: EVERTON PEREIRA
Em: Butiá Notícias (13-14/01/2012)

Iniciamos 2012 comemorando 7 anos de avanços em políticas para o Funcionalismo Público Municipal. Sem demagogia e com muita responsabilidade, conseguimos avanços inimagináveis antes de 2005. Foram 121% de ganho salarial real acima da inflação entre 2005 e 2012, com uma inflação acumulada de 41,31% no período. Entre os anos de 1997 e 2004 os servidores públicos municipais receberam tão somente 14,72% de reposição salarial, que foi o repasse da inflação do período. Não há o que se comparar no quesito funcionalismo público nos governos Sergio Malta e Paulo Machado.
Além deste incontestável avanço salarial, os servidores municipais durante o atual Governo Municipal conquistaram os seguintes benefícios, prova da demonstração de que a Administração tem um compromisso selado com os trabalhadores: Vale alimentação que foi criado em 2007 com R$ 70,00 (sendo 20% de contrapartida do trabalhador) e hoje está sendo reajustado para R$ 127,05 (com somente 5% de contrapartida), representando um ganho real de 114% em cinco anos. Convênio Ipe Saúde. Regularização do pagamento dos adicionais de insalubridades para serventes, motoristas e atendentes de creche. Gratificação de risco de vida para os vigilantes. Reajuste das diárias dos servidores indexado ao reajuste salarial. Realinhamento salarial. Plano de Carreira do Magistério, construído de forma democrática e participativa com os professores e com o conselho municipal de educação. Além das melhorias nas condições e relações de trabalho e trato com os servidores.

É pelo conjunto dessas obras em benefícios de nossos servidores que como vereador defendi com responsabilidade e sem demagogia o aumento de 10% do salários de nossos servidores. Entendo e respeito a posição do Sindicato dos Municipários em sua proposta de 14%, mas com a experiência acumulada de sete anos como membro do Executivo Municipal e inclusive como Secretário de Administração, sei da inviabilidade de se contemplar tal solicitação. A vontade do prefeito Paulo Machado e de toda a base aliada (PT-PPS-PTB) era de um reajuste inclusive superior aos 14%, mas é inviável. Em se tratando de Orçamento Público temos que agir com seriedade, conhecimento, deixando de lado a demagogia e o oportunismo que inclusive eu poderia aqui estar fazendo uso. Como vereador é fácil cair na armadilha do discurso fácil e "jogar para a torcida" - mas não é isso que busco. Busco e buscarei sempre agir com responsabilidade e dentro dos limites legais, para o bem da sociedade e dos servidores inclusive.

A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) estipula um Limite Prudencial de 51,03% de gastos com pessoal. A previsão orçamentária para 2012 é de R$ 29.246 milhões, se cumprida, um aumento de 10% representará 50,09% de gastos do orçamento da Prefeitura com o funcionalismo. A proposta do SIMBU e da oposição elevaria esta margem para 52,99%, nos deixando apenas a 1,01% de distância do limite legal de improbidade administrativa que é de 54% de despesas com pessoal conforme a LRF. Desta forma, qualquer variação na arrecadação local ou uma nova crise econômica internacional poderia nos colocar dentro da margem de improbidade e trazer sérios danos para o Município. Um aumento salarial de 10% nos permite ter uma margem de 50,09% até 54% em caso de crise econômica, o que é prudente e saber governar com cautela. E é preciso lembrar: em caso de crise, o orçamento se reduz, mas salário é impossível por lei ser reduzido.

Sei que muito já foi feito em nosso Governo em termos de políticas para o funcionalismo, mas que muito ainda falta por fazer. Mas ouço diariamente a maioria dos servidores dizerem que não querem a volta aos “velhos tempos”. Pertenço ao um partido que tem sua origem na luta sindical e pelos direitos trabalhistas, mas jamais usarei nossos servidores como massa de manobra eleitoral. Ofertamos o que pudemos cumprir e sei que aqueles que hoje pedem o impossível, amanhã serão os mesmos que acusarão o Governo de improbidade, de desgoverno e de desconhecimento do Orçamento Público.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Festa no campo



Por: EVERTON PEREIRA
Em: Butiá Noticias (09-10/12/2011)

Chegamos no último mês do ano. 2011 está quase acabando ou acabado. Com o final dos dias do ano, vem em nossas cabeças o retrospecto ou a retrospectiva - como a televisão gosta de dizer - de nossos atos e ações durante o ano que está com os dias contados. Particularmente para mim como Secretário de Agricultura e Proteção ao Meio Ambiente, foi um ano muito produtivo, ou melhor, um ano em que colhemos a produção das sementes que estamos semeando desde 2009 - ano em que assumi o cargo de Secretário nesta pasta. Uma avaliação positiva do Conselho Municipal de Desenvolvimento Agropecuário, uma de nossas ferramentas de participação popular em nossa gestão popular e participativa, nos deu e dá mais ânimo para continuar no caminho do que julgamos o mais certo ou menos errado, dirão alguns. Na última rodada da Gestão Participativa SMAMA onde percorremos as associações de moradores do interior, também a avaliação do trabalho de nossa administração foi positiva e o que é melhor, os “erros” e “falhas” que ainda persistem, são compreendidos pelos produtores e produtoras rurais. Isto porque atingimos um grau de cumplicidade e diálogo com a população rural jamais alcançado e nosso homem do campo sabe hoje, que se as coisas não estão melhores, é porque não têm como – mas que estamos sempre trabalhando para que elas melhorem. Não vendemos sonhos. Não fizemos falsas promessas. Jogamos limpo com os produtores e produtoras e eles sabem disso. Conquistamos a confiança daqueles que colocam a comida em nossas mesas.

Estamos chegando ao fim de mais um ano como já escrevi. E hoje, diferente de quando eu era guri e havia uma única festa que anunciava que o fim do ano estava próximo - que era a Festa de Santa Bárbara - temos uma outra festividade. Uma festa que já é marca registrada em nosso calendário, a Festa Rural. Quando ela chega, é porque logo ali vem o Natal e depois o Fim de Ano. É porque as casas já estão decoradas com luzes e arranjos natalinos. Uma festa rural como o próprio nome já diz. Uma festa rural como era o Natal primitivo que reverenciava o nascimento do Deus Sol e início das colheitas. Uma festa rural que para um Secretário de Agricultura e para um governo que tem no setor primário uma estratégia de desenvolvimento sócio-econômico é um orgulho. Uma Festa Rural que colou! Que deu certo graças ao empenho de toda uma comunidade. Uma não, três: Cerro do Clemente, Passo da Estiva e Passo dos Carros. As chamadas “Três Localidades”. Uma Festa que além de entreter e divertir garante renda extra aos pequenos pecuaristas e coloca nossa carne de cordeiro na vitrine da região e por isso é estratégica do ponto de vista econômico para nosso município.

E será nesta 7ª Festa Rural deste ano que vamos, junto como toda a comunidade da AMTREL festejar, que vamos encerrar mais um ano de bons resultados para não só o governo nas questões vinculadas ao setor rural, mas para toda a comunidade do nosso interior. No momento em que estaremos festejando a sétima edição do evento, vamos também realizar a entrega da 2ª Etapa do Programa Municipal de Repasse de Carneiros. Entregar aos produtores de uva, panelas próprias para a confecção de suco, o que possibilitará o aumento da produção. E ainda, estaremos entregando aos produtores mais uma retroescavadeira para compor a Patrulha Agrícola, que através da parceria do Governo Municipal com o Governo Federal com a ajuda do Deputado Pepe Vargas do PT, fomentará o desenvolvimento da pecuária, da irrigação e da piscicultura butiaense. Tudo isso são fatos e contra fatos, não há meias verdades capaz de se sobrepor. Uma boa festa a todas e a todos!

domingo, 10 de abril de 2011

Administração Popular


Por: EVERTON PEREIRA
Em: Butiá Notícias (05-09/04/2011)

Uma das principais marcas da administração “Butiá para todos” é a diversidade de ações e não o foco em poucas áreas, limitando a atuação do poder público sobre a vida dos cidadãos e cidadãs. Não é um governo de uma nota só, parafraseando aqui a bela canção de Tom Jobim. Com a perda prematura do ex-prefeito e a ascensão da nova liderança de Paulo Machado e de seu partido ao centro do poder, esta variada rede interligada de projetos, programas, ações e prioridades que formam o governo, foi ainda mais aprofundada. Junto a isto foi agregada à ideia de uma cidade para todos, expressa no slogan inicial da gestão, o conceito de “administração popular”. A expressão traz consigo a tradição da maioria dos governos petistas de inverter a lógica da governança. Ampliando o leque da democracia participativa e fazendo com que todo poder emane do povo.

Ao afirmar que o governo é de fato uma administração popular, o prefeito e sua equipe de governo optam por uma gestão de base popular, radicalmente democrático, comprometido com o desenvolvimento sustentável e que tem nas políticas de inclusão social sua principal linha programática. O leitor deve perguntar o quê na prática, significa uma administração popular. Onde podemos ver, na realidade, na vida cotidiana de nosso povo os resultados destas ações?

Uma administração popular é uma administração que mais ruas pavimentou na história do município. Levando qualidade de vida para os moradores de todos os bairros. Foram 22 ruas em 6 anos! É uma administração que iluminou com o Reluz 100% da cidade. Acabando com a demanda de “troca de lâmpadas”, rotineiras antes do projeto. Uma administração popular é aquela que acaba com o paternalismo na assistência social e dá dignidade ao entregar 70 moradias populares a comunidade carente. Investe R$ 130 mil na economia local com o programa Bolsa Família.

Uma administração popular tem como característica uma bancada governista comprometida com este projeto. Possui um prefeito aberto ao diálogo com uma oposição majoritária, que para além das divergências políticas, transmite capacidade de interlocução com o Executivo. Uma administração popular é antes de mais nada uma administração democrática, de respeito às diferenças. E por falar em respeito, uma administração popular prioriza as políticas de valorização do funcionalismo público, sendo o melhor governo até aqui para nossos servidores. Criou o vale refeição, a regularização das insalubridades para as serventes, deu ganho real aos salários, fez o convênio com o IPE, o Plano de Carreira do Magistério, o realinhamento salarial e agora a construção do Plano de Carreira dos Servidores. Mais do que isto, uma administração popular respeita os trabalhadores públicos em sua humanidade e os trata como colaboradores, e não como meros “funcionários subalternos”.

São muitas as marcas de uma administração popular. Na agricultura com a valorização dos pequenos produtores e na participação popular. Na saúde com investimentos bem acima do exigido por Lei. Na educação, na biblioteca municipal, nos esportes e no desenvolvimento social e econômico. Enfim, falta espaço para falar de tudo e sobra trabalho. Trabalho que há 7 anos fazem de Butiá uma cidade melhor que aquela que mal conseguimos lembrar como era antes desta administração popular.

domingo, 27 de março de 2011

Tempos de mudanças



Por EVERTON PEREIRA
Em Butiá Notícias (25 e 26/03/2011)

Novos ventos sopram no interior de Butiá. Na chamada zona rural, reduto de poucas e aguerridas famílias de pequenos, médios e grandes produtores rurais que somam menos de 5% de nossa população total, as mudanças já são percebidas. Uma nova pauta de discussão foi inserida de maneira irreversível em nosso município: o campo é, definitivamente, um meio de desenvolvimento para Butiá e região. Quando o campo produz, a cidade cresce. Ações implementadas e aprofundadas pela atual administração trouxeram um novo viés para o conceito de desenvolvimento econômico e social no setor primário. O rompimento com velhos paradigmas que privilegiavam historicamente os já privilegiados, está aos poucos sendo rompido. Uma nova realidade surge de forma lenta, mas a passos firmes.

A opção clara e estratégica pela agricultura e pecuária familiar vem ao encontro de uma demanda reprimida há décadas que exclui do processo produtivo e da inserção social dezenas de famílias de produtores. Com a Gestão Participativa, método e política de governo, implantada pela Secretaria de Agricultura e Proteção ao Meio Ambiente, o homem do campo, de todos os cantos deste município teve voz e foi integrado nas decisões do governo. Aqui o povo manda e o governo obedece. A democracia participativa caminha a passos largos nos campos de Butiá. Nunca o poder público esteve tão presente no interior. Nunca um prefeito esteve tantas vezes na zona rural como Paulo Machado. Nesta sexta-feira, 25 de março, encerramos a primeira rodada de assembléias de 2011 desta nova forma de se fazer política e de se governar, que é a Gestão Participativa. Muitos erros foram apontados. Elogios, inclusive, foram dados. Mas a certeza de que governo e povo estão cada vez mais próximos é o que nos move. É o que nos dá ânimo de continuar lutando pela agricultura, pela pecuária e por uma vida melhor para os trabalhadores e trabalhadoras rurais.

Há mais de seis anos as conquistas vêm se acumulando. Neste mês de março comemoramos um ano da abertura definitiva do Shopping Rural. Embora ainda deficitária, a Patrulha Agrícola vem sendo ampliada e novos equipamentos possibilitarão o fomento a piscicultura e a pecuária familiar. E por falar em pecuária familiar, a Inseminação Artificial por Tempo Fixo – IATF, agora está disponível também para aqueles que sem a ajuda do governo, jamais teriam condições de sozinhos investir na melhoria genética de seus rebanhos. O Programa Municipal de Repasse de Carneiros incluirá no mercado mais de vinte famílias que poderão usufruir do aumento do consumo da carne ovina, em especial o cordeiro.

Temos orgulho de fazer parte deste governo! Temos orgulho de ser agentes destas mudanças. Jamais uma Secretaria de Agricultura havia sido tão atuante e tão presente na vida dos homens e mulheres do campo. Jamais a parceria com a Emater havia gerado tão bons frutos. Mas isto não é produto de uma pessoa só, e sim de um grupo. Da vontade política de um governo que acredita no desenvolvimento através da terra e dos frutos que dela brotam. Muito já foi feito. O sucesso está aí, mas não podemos nos deixar embriagar por ele. Por que muito, muito mesmo ainda temos por fazer.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

QUANDO O CAMPO PRODUZ, A CIDADE CRESCE.




ASSISTA NO LINK ABAIXO A REPORTAGEM EXIBIDA NO CANAL RURAL DIA 23/12/2010
SOBRE AS POLÍTICAS PÚBLICAS DE FOMENTO A PECUÁRIA FAMILIAR E A OVINOCULTURA
QUE ESTÃO SENDO REALIZADAS EM BUTIÁ PELO GOVERNO BUTIÁ PARA TODOS, ADMINISTRAÇÃO
POPULAR.

http://mediacenter.clicrbs.com.br/canal-rural-player/99/player/157006/rural-noticias-criadores-de-ovinos-comemoram-bom-momento-do-setor/1/index.htm

domingo, 5 de dezembro de 2010

QUANDO O CAMPO PRODUZ, A CIDADE CRESCE.



Ovinocultura: uma alternativa para o
desenvolvimento rural


Publicado no Butiá Notícas Edição 628 de 03 e 04 de novembro de 2010.

Conforme dados divulgados na última semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o Rio Grande do Sul é o estado brasileiro com a maior produção de ovinos, com um rebanho estimado em 3.946.346 cabeças. A ovinocultura gaúcha representa 23,5% do total nacional. Os dados do IBGE comprovam a vocação histórica do Rio Grande do Sul para a criação de ovelha, mesmo se considerarmos a queda acentuada que a produção de lã vem sofrendo nas últimas décadas. Já o consumo de carne de cordeiro vem crescendo cada vez mais em todo país, em especial no Sudeste. O que falta é logística e organização para abastecer este amplo mercado consumidor que hoje compra a maior parte da carne de ovelha do Uruguai.

O Programa Municipal de Repasse de Carneiros criado pela Secretaria Municipal de Agricultura e Proteção ao Meio Ambiente (SMAMA) em parceria com a Emater fez de Butiá uma referência estadual no fomento a pecuária familiar. Através dele a ovinocultura é pensada como estratégia de desenvolvimento social e econômico, gerando renda para dezenas de pequenos produtores através do melhoramento genético de seus rebanhos por meio do repasse, com financiamento público, de carneiros das raças de corte Merino, Ideal e Hampshire Down. Serão vinte carneiros financiados com preços subsidiados para vinte produtores em 2010 e mais vinte em 2011. Desta forma o Governo Municipal sai na frente e inclui os pecuaristas familiares butiaense neste crescente nicho de mercado. A curto e médio prazo teremos capacidade de abastecer não só todo mercado local, mas geraremos excedente produtivo suficiente para avançarmos rumo a região e oxalá o estado como um todo. Neste aspecto vale realçar também o pioneirismo da Festa Rural, organizada pela AMTREL no Cerro do Clemente, como incentivadora do consumo da carne de cordeiro.

A produção e o incentivo do consumo da carne de ovelha trazem consigo toda uma cadeia produtiva da ovinocultura que é muito importante para o desenvolvimento rural e a geração de renda de centenas de famílias que permanecem no campo. O trabalho que a Emater vem realizando com apoio da SMAMA no artesanato em lã é um feliz exemplo dos subprodutos que o rebanho ovino pode gerar. São dezenas de mulheres do meio rural que além de receber capacitação para produzir seus próprios produtos com a lã de ovelha, agregam também em suas vidas uma experiência de trabalho coletivo e, portanto de solidariedade e cidadania. Desta forma, reafirmamos nosso compromisso com a geração de emprego, renda e melhoria de vida no campo. Nossa luta pela diversificação econômica e pela redução do êxodo rural é diária. Mas temos a convicção que devagar se vai ao longe e será assim que mudaremos mentalidades e paradigmas de desenvolvimento, porque quando o campo produz, a cidade cresce.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

SIGA

O QUE É O SIGA?

Publicado no Butiá Notícias Edição 610 de 30 de julho de 2010

A função da República é garantir liberdade, igualdade e bem estar aos seus cidadãos. Em uma República Federativa como a nossa ou como a nossa deveria ser, já que leva este nome, cada ente federado (os estados) deve ter o máximo de autonomia frente a União que é o conjunto destes estados. O municipalismo é a expressão mais autêntica do federalismo, pois parte do princípio de que quanto mais descentralizado e local, mais legítimo é o poder. Quanto mais poder e autonomia os municípios possuírem, mais ágil e eficaz será o Estado (a coisa pública). E afinal de contas, o país nada mais é do que a soma de seus municípios. É no município em que tudo acontece e por isso é legítimo seu direito de reivindicar mais poder e autonomia frente ao governo central. Várias foram as ações que buscam dar mais autonomia aos municípios através de políticas públicas no último período, como, por exemplo, a gestão do Bolsa Família e em tempos atrás, com a última Constituição, a municipalização da saúde. Esta autonomia é claro vem sempre acompanhada de novas responsabilidades.

Na área do meio ambiente, a criação do Sistema Integrado de Gestão Ambiental (SIGA) é o exemplo mais importante do estímulo ao apoderamento municipal. O SIGA não se trata de uma política do atual governo do estado, já existe há várias gestões e permanece como o principal instrumento de autonomia dos municípios na gestão de seu meio ambiente e na proteção de seus ecossistemas naturais. O SIGA nada mais é do que a municipalização do meio ambiente. Mantendo a função da FEPAM (órgão do governo estadual) nos empreendimentos de grande porte.

Entre todos os municípios brasileiros que já realizam a gestão local do meio ambiente, cerca de 80% deles estão no Rio Grande do Sul, somando quase 300 municípios gaúchos com o SIGA implantado. A habilitação ao SIGA é dada pela Secretaria e Conselho Estadual do Meio Ambiente após o preenchimento de vários requisitos por parte do município. Em Butiá a atual administração está neste caminho, com os projetos já em discussão na Câmara de Vereadores e com previsão do cumprimento do prazo estabelecido pelo CONSEMA, que é dezembro de 2010. Mas nossa intenção não é somente cumprir prazos e exigências legais. Acreditamos que a municipalização do meio ambiente trará retorno de todas as ordens a nossa cidade. Aliando desenvolvimento econômico com respeito ao meio ambiente.

Com o SIGA, taxas, impostos e multas que hoje vão parar nos cofres do governo do estado, ficarão em Butiá. Os valores destes tributos também serão reduzidos por mais da metade. O município terá a garantia que a fiscalização será bem feita e rápida, já que os fiscais serão dos quadros da Prefeitura. A agilidade dos processos será bem maior do que ocorre hoje na FEPAM. Com a convergência de menos burocracia, mais agilidade, mais eficiência e custos bem menores, a atração de indústrias tenderá também a aumentar. Logo, lutar pelo SIGA é lutar não só pelo meio ambiente, mas também por tornar nossa cidade mais independente e autônoma frente aos governos estadual e federal.

sábado, 10 de julho de 2010

Agora é PT, PPS e PDT!


O PRIMEIRO PASSO...

Publicado no Butiá Notícias Edição 607 de 09 e 10 de julho de 2010.

O fim da tarde de 05 de julho foi com certeza um dos dias históricos para a política butiaense. Mais ainda para a atual administração que governa o município desde 2005, quando o saudoso prefeito Sérgio Malta venceu as eleições de 2004 com quase 70% dos votos. O que houve na última segunda-feira foi o primeiro passo rumo a consolidação e a hegemonia definitiva das forças populares e democráticas na condução do futuro de Butiá. Na segunda-feira o PDT, Partido Democrático Trabalhista ingressou no governo municipal ao lado do PT e do PPS.

A entrada do PDT no governo era para mim um sonho que ao longo do tempo fui dividindo e compartilhando com outros companheiros que como eu, queriam não só a ampliação da base aliada e a viabilidade eleitoral em 2012, mas um passo mais a esquerda. Um passo que distancia cada vez mais os dois principais projetos de poder existente hoje na cidade.

Deste lado, um projeto que pensa no povo pobre em primeiro lugar. Que prioriza as políticas sociais, o acesso a cidadania, a participação popular, o meio ambiente, a transparência administrativa e os pequenos agricultores. Um projeto que voltou a dar infra-estrutura a cidade. Que pavimenta e calça ruas e avança, mesmo com todas as dificuldades, na saúde pública e gratuita. Um projeto que une o campo e a cidade na busca pela solução do desemprego. Um projeto que apesar dos erros, tem muito mais acertos e por isso já foi reeleito uma vez.

Do outro lado, está o projeto do qual queremos cada vez mais distância e elegemos como nosso real adversário: a velha direita raivosa. A velha Arena que deu sustentação a ditadura militar. Que prefere Costa e Silva a Sérgio Severo Malta como nome de rua. Que quando governou ficou marcada pelo assistencialismo, pelo nepotismo e pela inoperância. Também do outro lado está a oposição que quando quis governar, de maneira desumana desrespeitou a enfermidade do ex-prefeito e pagou com a derrota sua inabilidade política. São estes dois os projetos que basicamente o povo de Butiá tem como opção. Continuar avançando ou voltar a ser governado pelo atraso, por aqueles que optam pelos grandes em detrimentos dos pequenos. Que fazem do cidadão objeto e não sujeito da política.

O PDT chega na hora certa. Terá em suas mãos aquilo que seu líder maior, o grande Leonel Brizola dizia ser a coisa mais importante em uma sociedade: a educação. Os herdeiros legítimos do trabalhismo de Vargas e Jango darão com toda certeza sua contribuição na formação de uma cidade mais consciente, menos analfabeta e por isso, com poder de transformação. Com o PDT Paulo Machado, sua equipe e seus partidos aliados deram o primeiro passo. Agora vamos atrás dos companheiros socialistas do PSB e estenderemos o mesmo convite ao PRB, que já apóia o governo do presidente Lula. Só a união faz a força e será ela que transformará para sempre o futuro de Butiá. Este será um grande presente para o nosso povo e para as futuras gerações. Quem viver verá!

sábado, 12 de junho de 2010

sábado, 22 de maio de 2010

PARTICIPE!!!


MAIORES INFORMAÇÕES www.portalbutia.com.br ou www.butia.rs.gov.br

domingo, 25 de abril de 2010

Boas novas aos pequenos agricultores butiaenses



Uma nova visão em relação ao setor primário se consolida a cada dia em Butiá. Antes da atual administração - mais especificamente no governo de Fernando Lopes do Partido Progressista (PP) - a opção era pelo "auxílio" aos grandes proprietários e a agricultura empresarial.

Por termos um lado bem definido - dos pobres e excluídos - optamos publicamente pelos pequenos produtores e pela agricultura familiar. É ela quem põe alimento na mesa dos brasileiros e o auxílio às pequenas propriedades significa o auxílio a um número bem maior de cidadãos e cidadãs. Desta forma, esta escolha é também mais democrática e gera mais emprego.

Com todas as dificuldades - tanto de ordem orçamentária como estrutural - o Governo Municipal através da Secretaria Municipal de Agricultura e Proteção ao Meio Ambiente vêm desenvolvendo diversos projetos para beneficiar nossos trabalhadores e trabalhadoras do campo, da agricultura familiar. Uma das ações mais importantes neste sentido em 2010 é a compra de alimentos de pequenos produtores para confecção da merenda escolar da rede pública municipal de ensino.

Os 30% mínimos de alimentos adquiridos da aqgricultura familiar para merenda escolar é uma política revolucionária do Governo Lula através do Ministério do Desenvolvimento Agrário (www.mda.gov.br) e Butiá está sendo um dos municípios pioneiros a colocar em prática esta importante ação.


Veja abaixo a matéria publicada na Edição 596 de 23/04/2010 do Butiá Notícias:

De 19 a 29 de abril, a Prefeitura Municipal de Butiá estará realizando uma Chamada Pública para compra de gêneros alimentícios oriundos da agricultura familiar que serão utilizados na merenda escolar da rede pública municipal de ensino. Os produtos a serem adquiridos nesta primeira chamada serão alho, banana, batata doce, batata inglesa, bergamota, beterraba, cebola, cenoura, couve-flor, laranja, maça, mamão, moranga, pimentão, repolho, tempero verde, tomate e vagem.

Segundo o Secretário de Agricultura e Proteção ao Meio Ambiente Everton Pereira “esta Chamada Pública é uma conquista de todos os pequenos agricultores de Butiá. Trata-se de um momento histórico onde pela primeira vez em nosso município o poder público lança esforços para fomentar o desenvolvimento da agricultura familiar de forma tão direta. Teremos mais duas chamadas este ano e a partir de 2011 serão quatro chamadas anuais, com contratos de três meses de vigência cada. É realmente um importante passo no sentido de gerar emprego e renda no campo para aqueles que mais precisam.”

Os produtores poderão participar da Chamada tanto individualmente por CPF ou através de grupos formais com CNPJ, como cooperativas e associações. Para fazer parte do processo, os participantes devem possuir propriedade com até 4 módulos de terra (80 hectares). Os interessados devem buscar informações na Secretaria de Agricultura e Proteção ao Meio Ambiente, na Secretaria de Educação ou no escritório da Emater.