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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

"É dever de todo revolucionário fazer a revolução!"



‎"PROMETO GUARDAR A LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO E DESEMPENHAR COM TODA A LEALDADE E DEDICAÇÃO O MANDATO QUE ME FOI CONFIADO PELO SOBERANO POVO DE BUTIÁ"

Conforme já havia anunciado através do texto publicado aqui no último dia 05, com o afastamento do companheiro Guilherme Machado do cargo de vereador para assumir a Secretaria de Obras e Saneamento (que diga-se de passagem nestes poucos dias já provou sua vocação para o cargo), assumi o cargo de vereador devido ao fato de ser o primeiro suplente do Partido dos Trabalhadores - conforme Resolução da Mesa nº 047/2012 de 04/01/2012.

Participando da Sessão Extraordinária do dia 12, quinta-feira, realizei o juramento escrito acima e passei a ser não mais de direito, mas de fato, um vereador do Partido dos Trabalhadores em Butiá, compondo a bancada ao lado do companheiro vereador Daniel Almeida.

Durante o período que ocupar a vaga de vereador, quero honrar meu Partido, suas bandeiras de luta, meus eleitores que me confiaram 330 votos e a pessoa que estou substituindo, que ao meu ver foi (e é) um dos melhores vereadores do Município. Estarei lá também para defender o Governo que integro desde seu início e formação em 2005. Onde ocupei os cargos de Secretário de Administração, de Desenvolvimento e por último de Agricultura e Proteção ao Meio Ambiente. Um Governo que sem medo de errar foi e é o melhor que esta cidade já teve! Tanto com o saudoso Sérgio Malta quanto com o companheiro Paulo Machado...

Apesar de me colocar a disposição da comunidade butiaense para resolver todos os problemas por ela enfrentados, meu mandato terá como base alguns pilares principais e prioritários: AGRICULTURA FAMILIAR, EDUCAÇÃO, PARTICIPAÇÃO POPULAR, MEIO AMBIENTE e CIDADANIA.

Quero também fazer de meu mandato, um instrumento de luta pelos direitos dos SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS e também de nossos MOTORISTAS e trabalhadores nas empresas de transporte, que como colaborador, em maio de 2010, tive a honra de ajudar a fundar o SINDICARBO. Quando, por aclamação, o companheiro e amigo Rogério Pereira da Silva, foi escolhido o primeiro presidente da entidade.

Enfim... é para isso que estarei na Câmara de Vereadores: PARA CONTINUAR LUTANDO POR AQUILO QUE SEMPRE LUTEI E SEMPRE ACREDITEI!

Contem comigo!
Meu gabinete estará sempre aberto a todos e a todas, sempre!

Forte abraço!

Everton Pereira
Vereador do PT

"É dever de todo revolucionário fazer a revolução!"
Ernesto Che Guevara

sábado, 7 de janeiro de 2012

"CONTRA O PESSIMISMO DA RAZÃO, O OTIMISMO DA PRÁTICA"



Uso com frequência esta frase de Antônio Gramsci porque acredito que ela sintetiza o que penso sobre a política, sua prática e sua teoria ou a "vontade de pôr em prática". Ingressei na Administração Butiá para Todos em seu começo em 2005. Já em 2006 tive a honra, apesar da pouca idade, de ser indicado pela maioria de meu Partido ao cargo de Secretário Municipal de Administração. Indicação referendada pelo saudoso Sérgio Malta.

Criamos um novo método de inscrição e seleção de estagiários que prima pela igualdade de oportunidade e pela transparência, projeto este que inclusive merece ser avançado. Criamos cotas para afro-brasileiros e portadores de necessidades especiais em concursos públicos e estágios. Regularizamos vários direitos trabalhistas dos servidores municipais. Herdamos do Secretário anterior, o companheiro Paulo Almeida, a Casa da Cidadania a qual implementamos e incluímos diversos serviços até então inéditos na cidade. Criamos com o apoio do então prefeito em exercício Dr. Nelson Magagnin Filho o Vale Refeição para os servidores públicos municipais e iniciamos a longa caminhada que há pouco culminou com o Plano de Carreira do Magistério Municipal.

Nas Eleições de 2008, fui candidato a vereador (e a qualquer cargo) pela primeira vez em minha vida por insistência de meu Partido e principalmente do grupo ao qual pertenço dentro do PT. Fiz, para minha grande surpresa, 330 votos, o que me colocou na condição de Primeiro Suplente do PT na Câmara de Vereadores.

No início do Segundo Mandato em 2009 fui indicado para ser Secretário Municipal de Agricultura e Proteção ao Meio Ambiente. Após relutar, aceitei por pedido pessoal do atual prefeito Paulo Machado. Fizemos uma gestão com a parceria da Emater e buscamos priorizar os pequenos produtores rurais. Nosso foco foi a agricultura e a pecuária familiar, a piscicultura, a fruticultura, gerar renda aos produtores com apoio a feiras e principalmente ouvir os trabalhadores e trabalhadores do campo, criamos a Gestão Participativa e fizemos de nossa gestão e no prefeito Paulo Machado aqueles que mais vezes estiveram presentes no interior. Abrimos definitivamente o Shopping Rural e apesar das dificuldades, mas graças a interlocução entre o Governo Municipal, o Governo Estadual e o Governo Federal - todos do PT - conseguirmos renovar a frota da Patrulha Agrícola. No meio ambiente - uma pauta muito recente - muito ficou por fazer, mas lançamos as bases estruturais e administrativas para a Gestão Ambiental Local com a criação de Leis, contratação de assessores e admissão, via concurso, de um Fiscal Ambiental.

No dia 31/12/2011 por conta do fim de meu período de cedência como servidor estadual da Secretaria de Educação do Estado (sou professor de História) que tem o prazo de três anos, tive que deixar o Executivo Municipal. Como já era desejo do prefeito Paulo Machado realizar algumas reformas no Governo Municipal para iniciarmos o ano novo com cara nova, fui convidado pelo companheiro e amigo Guilherme Machado para assumir seu lugar no Legislativo Municipal (cargo que posso acumular com o de professor) e ele viria para o Executivo contribuir diretamente com a Administração. Aceitei o desafio e hoje, com o pedido de Licença do citado companheiro, me tornei Vereador do PT ao lado do companheiro de bancada Daniel Almeida. Tomo posse oficial na Primeira Sessão Ordinária do Ano Legislativo, mas desde hoje formalmente já sou Vereador de meu Partido, com o dever de defender o Governo Municipal e as bandeiras históricas que fizeram do PT o maior partido de esquerda da América Latina.

Quero aqui agradecer aos 330 amigos e amigas que votaram em mim em 2008 e me colocaram na situação de hoje poder estar ocupando esta Cadeira na Câmara de Vereadores. Não será um tarefa fácil. Não pela oposição que sei que apesar das divergências travará debates de alto nível. Mas por estar substituindo um dos melhores vereadores desta legislatura e o melhor vereador do PT. Cada um de nós que estamos na vida pública temos espelhos e inspirações. Estou no PT por que são petistas pessoas como o ex-presidente Lula, o ex-governador Olívio Dutra, os deputados Pepe Vargas e Raul Pont, por exemplo. Em Butiá terei a honra de substituir na Câmara justamente o companheiro que mais admiro como político, homem público, companheiro e amigo e isso para mim é uma honra e ao mesmo tempo um desafio. Irei substituir um dos melhores quadros do PT butiaense... Espero estar a altura e ao mesmo tempo desejo toda sorte a ele como Secretário de Obras e Saneamento. Estaremos juntos trabalhando em prol de nossa cidade.

Como suplente ocuparei um cargo que é por direito do companheiro Guilherme Machado, mas enquanto estiver nele, buscarei honrá-lo. Desde já meu gabinete estará aberto a toda comunidade. Estarei sendo assessorado pelo amigo e companheiro Chris du Rock que em minha ausência responderá por mim.

Finalizo a todos que sempre estiveram e estão ao meu lado nesta luta de construção de uma sociedade mais justa, fraterna e igualitária. Uma sociedade socialista! Muitos deles estão nesta foto...

Um forte abraço a todos e a todas - contem comigo!

Everton Pereira
Vereador - PT

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A limitação de mandatos parlamentares



Por: EVERTON PEREIRA
Em: Butiá Notícias (16-17/09/2011)

Em seu 4º Congresso Nacional, realizado no início deste mês, o Partido dos Trabalhadores discutiu e tomou posição sobre temas cruciais para o futuro da democracia brasileira. Entre eles, aqueles que julgo ser de maior relevância e ousadia, foi o da democratização da mídia através do controle público (os canais de televisão, por exemplo, são concessões públicas para empresas privadas, nada mais justo que haja uma regulamentação nesta área) e a limitação dos mandatos dos parlamentares, este último, tema desta coluna.

A limitação de três mandatos para vereadores, deputados estaduais, federais e distritais e de dois mandatos para senadores busca, de um lado, contrapor o argumento contrário a lista fechada, defendida pelo partido, de que ela impediria a renovação dos quadros, e de outro, e mais importante, demonstra a concepção petista de mandato parlamentar. Os partidos políticos representam “partes” da sociedade com diferentes visões referente a determinadas áreas e deveriam, cada um de acordo com sua ideologia, apresentar um programa para governar esta sociedade. Semelhante a isto é o papel do parlamentar. Em tese, cada parlamentar é antes de mais nada um cidadão que compõe e participa de um ou mais grupo social. Seu mandato deve estar a serviço deste grupo ou grupos e em última instância, da sociedade como um todo. Mas o que ocorre é que ao ingressar na vida política, o cidadão que agora virou um parlamentar, acaba, na maioria das vezes, se tornando um profissional da política, como se esta fosse um profissão como a de médico, advogado, professor, motorista ou engenheiro. A política acaba por ter um fim em si mesmo e a maior preocupação passa a ser a manutenção do poder. A profissionalização da política acaba por distanciar cada vez mais o representante de seus representados e o mundo político passa desta forma, a se fechar em si mesmo, como se sua razão de existir não fosse a sociedade que o elege.

A mudança proposta pelo PT entrará em vigor em 2030 para senadores e 2014 para os demais parlamentares. Anos em que os mandatos serão “zerados”. Desta forma o PT dá o exemplo e provoca o debate em torno da profissionalização e renovação da classe política. Com o limite de mandatos, não dará tempo, por exemplo, para o médico que decidiu ser deputado federal, “esquecer” de onde veio. Em determinado período ele “volta” para a sociedade e o convívio social, possibilitando inclusive uma espécie de “reciclagem política”, para então, quem sabe, retornar a vida pública “renovado”. Isto sem falar na importância da limitação de mandatos para a formação de novos quadros partidários, estimulando inclusive jovens e mulheres a participarem mais da vida política, trazendo novas ideias e novos projetos de sociedade.

sábado, 3 de setembro de 2011

E agora, PT?



O PT realizou os objetivos a que se propunha quando se fundou como partido: elegeu e reelegeu seu principal dirigente, Lula, como presidente e elegeu sua sucessora. Conseguiu recolher o Brasil numa profunda recessão, com as desigualdades acentuadas na sociedade um Estado reduzido à sua mínima expressão, o perfil internacional reduzido à sua mínima expressão. Chegou ao final do governo Lula com a diminuição sensível das desigualdades, com o desenvolvimento econômico retomado, o Estado recuperando seu papel de indutor do crescimento econômico e se projetando como nunca no plano internacional com uma política externa soberana.

Tudo foi feito no marco de um governo de alianças de centro esquerda, sem poder alterar elementos estruturais herdados, como a hegemonia do capital especulativo, o peso determinante do agronegocio no campo, a ditadura da mídia privada na formação da opinião pública, entre outros.
Como principal partido da esquerda brasileira, qual sua função no período político que se abre?

Como partido de esquerda, sua função essencial é lutar pela hegemonia da esquerda no marco dessas alianças de governo. Mas o que isso significa?

Parece haver um consenso geral no PT em torno de iniciativas importantes, como a diminuição substancial da taxa de juros, a aprovação de uma reforma política que inclua o financiamento público das campanhas e outras iniciativas democratizantes, a aprovação da Comissão da Verdade, a rejeição das reformas do Código Florestal com a anistia para o desmatamento, a aprovação do marco regulatório da mídia. Representa um conjunto importante de posições.

Mas qual o marco estratégico geral pelo qual lutamos? Qual o tipo de sociedade pela qual lutamos? Que tipo de Estado necessitamos para isso?

A característica fundamental do mundo contemporâneo é a hegemonia do modelo neoliberal no marco do capitalismo. Esse modelo transformou profundamente nossas sociedades. A América Latina foi vítima privilegiada desse modelo. Depois de ditaduras militares que quebraram a capacidade de resistência do movimento popular em alguns dos principais países do continente, da crise da dívida que atingiu a todo o continente, vieram os governos neoliberais que se generalizaram praticamente por toda a região.

As transformações regressivas acumuladas incluíram a fragmentação social, em particular do mundo do trabalho; a redução do Estado a suas mínimas proporções; a desproteção dos mercados inernos; a desnacionalização das economias, entre outras. Porém o modelo neoliberal se esgotou de forma mais ou menos rápida. A crise mexicana de 1994, a brasileira de 1999 e a argentina de 2002-03, decretaram sua falência. Foi nesse marco que foram surgindo os governos de reação contra o neoliberalismo, que receberam, no entanto, pesadas heranças.

O neoliberalismo tratou de mercantilizar todas as relações sociais, incluindo o próprio Estado. O objetivo da esquerda hoje é superar o neoliberalismo, gerando as condições de uma sociedade solidaria, integrada, democrática, soberana, uma sociedade pós-neoliberal.

A avaliação do período atual, do momento em que nos encontramos e das tarefas de um partido de esquerda decorrem da avaliação de quanto avancamos na superação do neoliberalismo, das conquistas, que são pontos de apoio para avançar, e dos obstáculos a superar.

Um elemento estratégico do modelo neoliberal é a hegemonia do capital financeiro. Ao promover a desregulamentação, o neoliberalismo favoreceu essa hegemonia, porque liberado de regulamentações, o capital não se dirigiu à produção – o capital não é feito para produzir, mas para acumular, já nos ensinava Marx -, mas à especulação, onde ganha mais, com menos impostos e liquidez praticamente total.

Quebrar essa hegemonia e impor uma dinâmica predominane de crescimento econômico com expansão do mercado interno de consumo popular, com a correspondente distribuição de renda é um objetivo estratégico da luta da esquerda hoje. O capital especulativo não produz bens, nem empregos, é essencialmente um capital parasitário, que vive as custas dos outros setores, fragiliza a soberania do Estado, chantageia a sociedade, induz os piores aspectos da globalização para dentro do país.

Combinar regulamentação da circulação do capital financeiro com taxações e uso de outros mecanismos é a forma de obter esse objetivo, ao lado da indução da expansão produtiva e do crescente fortalecimento das demandas do mercado interno de consumo popular. A obtenção da taxa de juros de 2% ao final do mandato – compromisso da Dilma – será o termômetro para medir o quanto avancamos nessa direção essencial.

O poder do agronegócio no campo, com todas suas consequências negativas em termos de concentração de terras, da sua deterioração, em detrimento da economia familiar, que produz alimentos para o mercado interno e gera empregos é outro dos elementos de um modelo que tem que ser superado. O que significa avançar na democratização do acesso à terra e de apoio à economia familiar em ritmo maior do que a demanda chinesa pela exportação da soja.

O marco regulatório da mídia pode permitir no avanço para a formação democrática – e não a monopólica atualmente existente – da opinião pública, sem a qual nunca haverá uma democracia real no Brasil.

Esses aspectos são alguns dos que representam superar o processo de mercantilização generalizada que o neoliberalismo buscou impor, fortalecendo a esfera dos direitos, aquela que busca estender os direitos da cidadania a todas as esferas da sociedade.

Para isso não precisamos apenas com uma reforma democrática do processo eleitoral. Preciso de um novo tipo de Estado. O Estado que temos foi construído para perpetuar o domínio das minorias, ele tem que ser radicalmente reconstruído, refundado, para dar lugar à construção de um Estado que reflita as novas relações de poder na sociedade, governos que expressam os interesses da maioria da sociedade, em um processo de democratização que tem que se estender a todos os rincões do país, incluído o próprio Estado.

Um partido de esquerda tem que centrar sua luta na superação do neoliberalismo, na construção de um tipo de sociedade não fundado na mercantilização na competição generalizada de todos contra todos, na subordinação aos interesses externos, mas na solidariedade, na fraternidade, na generalização dos direitos a todos, no humanismo.

Postado por Emir Sader

Raul Pont defende voto em lista e financiamento público de campanha em debate em SC

A Reforma Política foi o tema do debate que ocorreu na última sexta-feira (26/8), no auditório da Unisul, em Araranguá, Santa Catarina, e teve como participante o deputado deputado gaúcho, Raul Pont. Entre as várias propostas apresentadas pelo petista, o voto em lista e o financiamento público de campanha geraram maior debate. A atividade foi promovida pelo vereador Eduardo Merêncio, o Chico.

O deputado Raul Pont iniciou seu debate apresentando o principal argumento para a mudança na legislação eleitoral. “Uma pesquisa apresentou que 70% dos deputados federais eleitos são representantes do poder econômico”, disse o deputado, explicando que, segundo a pesquisa, das campanhas mais caras do país, 70% se elegeram. De acordo com Pont, através deste dado é possível questionar a representatividade do poder legislativo. “A Câmara dos Deputados era pra ser o órgão de maior representação popular. Mas está representando o poder econômico”, resumiu.

Para o deputado gaúcho, o financiamento público de campanha combateria o que ele caracterizou como absurdo. “É um absurdo essa representatividade. Com o financiamento público de campanha, os tribunais eleitorais fiscalizariam poucas campanhas, os partidos prestariam contas e a população veria se o candidato estaria gastando realmente aquela quantia. Não teríamos mais essa desproporção”, argumentou.

Outra proposta defendida pelo presidente do PT gaúcho foi a do voto em lista fechada. “Com isso os partidos teriam que ter uma definição melhor de suas propostas. O mandato já é do partido e com o voto em lista fechada os políticos teriam que ter uma ligação maior para com as propostas de seu partido”, ponderou Pont, que ainda explicou que a escolha da lista não seria aleatória. “A lei deve definir que um congresso do partido defina a lista de seus candidatos, democraticamente. Com isso, não tem como haver negociatas para ocupar os primeiros lugares na lista”, exclamou.

Estiveram presentes no evento o vice-prefeito de Araranguá, Sandro Maciel, o vice-prefeito de Maracajá, Everaldo João Pereira, o presidente do PT de Araranguá, Gersom Farias, o gerente nacional da Caixa, Wanderlei Lopes Gomes, além de presidentes de partidos e de associações.

Plenária da DS reafirma necessidade de candidato próprio do PT para as eleições municipais e apoia o nome de Raul Pont


Em plenária realizada na sede municipal do PT da capital na noite desta quarta-feira (31/8), a corrente Democracia Socialista reafirmou a necessidade de o partido ter candidato próprio à prefeitura de Porto Alegre nas eleições municipais 2012.

A reunião contou com presença do presidente estadual do PT gaúcho, deputado Raul Pont, que durante sua fala salientou que o partido deve assumir seu protagonismo para reconstruir o projeto popular para a capital gaúcha. “Nascemos com grande capacidade de busca de hegemonia. Precisamos dessa orientação para trazer a Porto Alegre, novamente, uma experiência rica, coletiva e plural de uma cidadania ativa, consciente e radicalmente democrática”, disse.

Durante o encontro, Pont também salientou a necessidade de construir um nome de consenso dentro do partido e evitar a realização de prévias, para que o PT chegue ainda mais fortalecido no embate. O petista disse ainda que seu nome está à disposição do partido para concorrer no próximo ano e recebeu o apoio unânime dos participantes da plenária.

domingo, 31 de julho de 2011

NOTICIAS * Página Inicial * Notícias Reforma Política: Fontana adianta pontos do relatório que será apresentado em agosto



O relatório final da Comissão da Reforma Política da Câmara, que debateu mudanças no sistema político-eleitoral brasileiro, poderá ser apresentado no dia 10 de agosto. Essa é a expectativa do relator, deputado Henrique Fontana (PT-RS). Ele destacou que o texto ainda depende de negociações com alguns partidos políticos. Segundo o parlamentar, entre as principais propostas, devem constar no relatório a adoção do financiamento público e exclusivo de campanha, do sistema misto de eleição proporcional, da lista pré-ordenada, além de mecanismos que assegurem maior participação da população no processo legislativo do País.

"Tenho convicção de que se as propostas contidas no relatório forem efetivamente implementadas, o sistema politico eleitoral brasileiro vai se qualificar, principalmente com a adoção do financiamento público e exclusivo de campanha. Esse dispositivo vai reduzir os custos das campanhas, dar maior liberdade e independência aos titulares de mandatos e tornar mais acessível a ascensão a cargos eletivos de pessoas sem recursos financeiros", destacou Fontana.

Entre as propostas para coibir o uso de recursos privados nas campanhas eleitorais, o relator disse que defenderá punições mais rígidas para as doações ilegais. O deputado destacou que no caso de empresas, o texto deve propor multas de até 40 vezes o valor doado irregularmente, com a perda do direito de negociar com o poder público, além da proibição do acesso a crédito em instituições financeiras públicas.

Eleição - Sobre a adoção do novo sistema eleitoral misto, Henrique Fontana afirmou que o relatório vai contemplar a vontade do eleitor e fortalecer os partidos. "Nesse novo sistema o eleitor votará duas vezes. Primeiro no partido de sua preferência, o que vai obrigar as agremiações a apresentar projetos políticos claros e, segundo, no candidato da preferência do eleitor", explicou.

Segundo a nova regra, os eleitos virão da soma dos dois tipos de votos, no partido e no candidato específico. Nesse caso, se um partido tiver votos para eleger seis deputados, por exemplo, tomará posse o primeiro da lista partidária, seguido do primeiro colocado na votação individual e, assim, sucessivamente.

Listas - No caso das listas dos candidatos, o relator afirma que os partidos serão obrigados a adotar critérios democráticos para a sua elaboração. "No texto do relatório haverá um dispositivo obrigando os partidos a montarem as listas por meio de voto secreto de todos os filiados ou dos delegados escolhidos em convenção, segundo a escolha do partido", observou.

Participação - Henrique Fontana destacou ainda que a proposta vai permitir à população maior participação na elaboração das leis. "Queremos facilitar a participação da sociedade na apresentação de projeto de lei (PL) ou de proposta de emenda constitucional (PEC). Através das redes sociais do site da Câmara dos Deputados, o cidadão poderá apresentar sua proposta e transformá-la em lei com o apoio de 500 mil pessoas para PL e 1,5 milhão para PEC, através de assinatura eletrônica via internet", esclareceu.

Outras mudanças como a extinção do cargo de suplente de senador, que seria substituído pelo deputado federal mais votado do mesmo partido ou legenda, e mecanismos que assegurem maior participação das mulheres na política, também constarão do relatório. Fontana defende ainda o fim das coligações proporcionais, com a adoção das federações partidárias, e o fim das comissões diretivas provisórias dos partidos políticos.

Pela proposta do relator as novas regras valeriam a partir de 2014.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Olívio Dutra, o anti-Palocci




Por: Lucas Azevedo

Em um velho prédio numa barulhenta avenida de Porto Alegre, em companhia da mulher, vive há quatro décadas o ex-governador e ex-ministro Olívio Dutra. Em três ocasiões, Dutra abandonou seu apartamento: nas duas vezes em que morou em Brasília, uma como deputado federal e outra como ministro, e nos anos em que ocupou o Palácio do Piratini, sede do governo gaúcho. Apesar dos diversos cargos (também foi prefeito de Porto Alegre), o sindicalista de Bossoroca, nos grotões do Rio Grande, leva uma vida simples, incomum para os padrões atuais da porção petista que se refestela no poder.
No momento em que o PT passa por mais uma crise ética, dessa vez causada pela multiplicação extraordinária dos bens do ex-ministro Antonio Palocci, Dutra completou 70 anos. Diante de mais uma denúncia que mina o resto da credibilidade da legenda, ele faz uma reflexão: “Política não é profissão, mas uma missão transitória que deve ser assumida com responsabilidade”.

De chinelos, o ex-governador me recebe em seu apartamento na manhã da terça-feira 1.Sugeriu que eu me “aprochegasse”. Seu apartamento, que ele diz ter comprado por meio do extinto BNH e levado 20 anos para quitar, tem 64 metros quadrados, provavelmente menor do que a varanda do apê comprado por Palocci em São Paulo por módicos 6,6 milhões de reais-. Além dele, o ex-governador possui a quinta parte de um terreno herdado dos pais em São Luiz Gonzaga, na região das Missões, e o apartamento térreo que está comprando no mesmo prédio em que vive. “A Judite (sua mulher) não pode mais subir esses três lances de escada. Antes eu subia de dois em dois degraus. Hoje, vou de um em um.” E por que nunca mudou de edifício ou de bairro? “A vida foi me fixando aqui. E fui aceitando e gostando.”

Sobre a mesa, o jornal do dia dividia espaço com vários documentos, uma bergamota (tangerina), e um CD de lições de latim. Depois de exercer um papel de destaque na campanha vitoriosa de Tarso Genro ao governo estadual, atualmente ele se dedica, como presidente de honra do PT gaúcho, à agenda do partido pelos diretórios municipais e às aulas de língua latina no Instituto de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “O latim é belíssimo, porque não tem nenhuma palavra na sentença latina que seja gratuita, sem finalidade. É como deveria ser feita a política”, inicia a conversa, enquanto descasca uma banana durante seu improvisado café da manhã.

Antes de se tornar sindicalista, Dutra graduou-se em Letras. A vontade de estudar sempre foi incentivada pela mãe, que aprendeu a ler com os filhos. E, claro, o nível superior e a fluência em uma língua estrangeira poderiam servir para alcançar um cargo maior no banco. Mas o interior gaúcho nunca o abandonou. Uma de suas características marcantes é o forte sotaque campeiro e suas frases encerradas com um “não é?” “Este é o meu tio Olívio, por isso tenho esse nome, não é? Ele saiu cedo lá daquele fundão de campo por conta do autoritarismo de fazendeiro e capataz que ele não quis se submeter, não é?”, relembra, ao exibir outra velha foto emoldurada na parede, em que posam seus tios e o avô materno com indumentárias gaudérias. “É o gaúcho a pé. Aquele que não está montado no cavalo, o empobrecido, que foi preciso ir pra cidade e deixar a vida campeira.”

Na sala, com exceção da tevê de tela plana, todos os móveis são antigos. O sofá, por exemplo, “tem uns 20 anos”. Pelo apartamento de dois quartos acomodam-se livros e CDs, além de souvenires diversos, presentes de amigos ou lembrança dos tempos em que viajava como ministro das Cidades no primeiro mandato de Lula.
Dutra aposentou-se no Banrisul, o banco estadual, com salário de 3.020 reais-. Somado ao vencimento mensal de 18.127 reais de ex-governador, ele leva uma vida tranquila. “Mas não mudei de padrão por causa desses 18 mil. Além do mais, um porcentual sempre vai para o partido. Nunca deixei de contribuir.”

Foi como presidente do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, em 1975, que iniciou sua trajetória política. Em 1980, participou da fundação do PT e presidiu o partido no Rio Grande do Sul até 1986, quando foi eleito deputado federal constituinte. Em 1987, elegeu-se presidente nacional da sigla, época em que dividiu apartamento em Brasília com Lula e o atual senador Paulo Paim, também do Rio Grande do Sul. “Só a sala daquele já era maior do que todo esse meu apartamento.”

Foi nessa época que Dutra comprou um carro, logo ele que não sabe e nem quer aprender a dirigir. “Meu cunhado, que também era o encarregado da nossa boia, ficava com o carro para me carregar.” Mas ele prefere mesmo é o ônibus. “Essa coisa de cada um ter um automóvel é um despropósito, uma impostura da indústria automobilística, do consumismo.” Por isso, ou anda de carona ou de coletivo, que usa para ir à faculdade duas vezes por semana.

“Só para ir para a universidade, gasto 10,80 reais por dia. Como mais de 16 milhões de brasileiros sobrevivem com 2,30 reais de renda diária? Este país está cheio de desigualdades enraizadas”, avalia, e aproveita a deixa para criticar a administração Lula. “O governo não ajudou a ir fundo nas reformas necessárias. As prioridades não podem ser definidas pela vaidade do governante, pelos interesses de seus amigos e financiadores de campanha. Mas, sim, pelos interesses e necessidades da maioria da população.”

O ex-governador lamenta os deslizes do PT e reconhece que sempre haverá questões delicadas a serem resolvidas. Mas cabe à própria sigla fazer as correções. “Não somos um convento de freiras nem um grupo de varões de Plutarco, mas o partido tem de ter na sua estrutura processos democráticos para evitar que a política seja também um jogo de esperteza.”

Aproveitei a deixa: e o Palocci? “Acho que o Palocci fez tudo dentro da legitimidade e legalidade do status quo. Mas o PT não veio para legitimar esse status quo, em que o sujeito, pelas regras que estão aí e utilizando de espertezas e habilidades, enriquece.”

E o senhor, com toda a sua experiência política, ainda não foi convidado para prestar consultoria? Dutra sorri e, com seu gestual característico, abrindo os braços e gesticulando bastante, responde: “Tem muita gente com menos experiência que ganha muito dinheiro fazendo as tais assessorias. Mas não quero saber disso”.
Mas o senhor nunca recebeu por uma palestra? “Certa vez, palestrei numa empresa, onde me pagaram a condução, o hotel e, depois, perguntaram quanto eu iria cobrar. Eu disse que não cobro por isso. Então me deram de presente uma caneta. E nem era uma caneta fina”, resumiu, antes de soltar uma boa risada.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

João e Olívio: os imprescindíveis



Por: EVERTON PEREIRA
Em:Butiá Notícias (17-18/06/2011)

Semana passada dia 10 de junho, dois dos meus grandes mestres, cada um em sua área de atuação, comemoraram aniversário. João Gilberto Prado Pereira de Oliveira, que nasceu em Juazeiro na Bahia e na segunda metade dos anos 50 inventou a bossa nova, completou oito décadas de existência. O outro grande homem que festejou aniversário na mesma data foi Olívio de Oliveira Dutra, nascido em Bossoroca aqui no Rio Grande do Sul, em 1941. João Gilberto é tido pelos grandes da música popular brasileira como Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Edu Lobo e tantos outros (inclusive por mim, reles mortal que nem um violão sabe tocar) como o divisor de águas de nossa música. João ficou conhecido com seu toque de violão sincopado e sem paralelo em 1958 ao participar do LP de Elizeth Cardoso intitulado “Canção do Amor Demais”, composto por Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Logo depois lançou seu primeiro disco “Chega de Saudade” e desde então a chamada MPB se divide em antes e depois deste trabalho.

Já o setentão de Bossoroca, Olívio Dutra é formado em Letras e entrou no meio político através do Sindicato dos Bancários como servidor do Banrisul. Foi o primeiro prefeito petista de Porto Alegre. Quem não lembra do jingle “Olívio e Tarso, o primeiro passo”? Após Olívio, o PT ficou por 16 anos governando a capital gaúcha. Foi mesmo o primeiro passo. O bigodudo foi também o primeiro petista a governar o Rio Grande do Sul e também Ministro das Cidades no Governo Lula. Hoje é presidente de honra do Partido dos Trabalhadores do RS. Ao lado de Leonel Brizola que governou o estado entre 1959 e 1963, Olívio Dutra foi o melhor governador que o Rio Grande do Sul já teve. Pôs em prática, assim como Brizola, um programa de governo claramente de esquerda, democrático e popular, sem medo do enfrentamento da direita e da grande mídia (palavras que por aqui são quase sinônimos). Legou para os governos que o sucederam, os conceitos de participação popular e democracia participativa.

João e Olívio, dois imprescindíveis. Imprescindível são homens e mulheres indispensáveis, sem os quais as coisas não seriam como são. Lembro exatamente quando ouvi João Gilberto pela primeira vez. Cantava “Wave” de Tom Jobim na Rádio Ipanema. Eu era adolescente e desde então deixei de lado o heavy metal e as camisetas pretas e passei a ser um aficionado pela música brasileira, principalmente a bossa nova. A mistura da voz e do violão de João forma uma sinfonia completa. Que traz uma sensação de tranquilidade quase mística. Em relação a Olívio, qualquer palavra é pouca. É um exemplo a ser seguido. Um exemplo de ética, humildade e convicção. É a mensagem e o mensageiro unidos na mesma pessoa. Sou petista por que há no PT homens como Olívio Dutra. Continuarei petista enquanto homens como ele permanecer petista. Finalizo homenageando João e principalmente Olívio com uma citação de Brecht: “Existem homens que lutam um dia e são bons; existem outros que lutam um ano e são melhores; existem aqueles que lutam muitos anos e são muito bons. Porém, existem os que lutam toda a vida. Estes são os imprescindíveis”.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Vida longa ao mestre...



Existem homens que lutam um dia e são bons; existem outros que lutam um ano e são melhores; existem aqueles que lutam muitos anos e são muito bons. Porém, existem os que lutam toda a vida. Estes são os imprescindíveis.

Bertold Brecht



Nossa síngela homenagem a este grande e imprescindível lutador que no último dia 10 de junho completou seus 70 anos. Faço parte de um partido político formado por seres humanos e por isto, sujeito a erros e acertos. Muitas crises e muitas desilusões já vivenciei, mas se existe alguém que nos inspira e nos dá ânimo para seguir lutando, sem desistir do sonho petista, este alguém é Olívio Dutra... Olívio Dutra é um dos motivos pelo qual eu sou um petista!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

DS realiza Conferência Regional em Butiá



No último sábado, 21, a tendência interna do PT, Democracia Socialista (DS) realizou sua X Conferência Regional na Câmara de Vereadores em Butiá. A reunião que contou com a presença de aproximadamente 60 participantes, teve a presença de delegações dos municípios de Butiá, São Jerônimo, Guaíba, Eldorado do Sul, Arroio dos Ratos e Charqueadas. A Conferência Regional faz parte de um circuito de conferências em todo o Brasil entre elas a Conferência Estadual que acontecerá nos dias 18 e 19 de junho em Porto Alegre e a Nacional que acontecerá nos dias 8 e 10 de julho em Brasília. Além da escolha dos delegados para a Conferência Estadual, a reunião em Butiá serviu para eleger a nova direção regional da tendência, onde foram eleitos como Coordenadores da Região Carbonífera, Everton Pereira e José Alcides Ferreira. Como Coordenadores da Região Metropolitana foram escolhidos Clairton Mânica e Caroline Salgueiro. Restando ainda a escolha da coordenação da Regional Costa Doce que acontecerá no sábado, dia 28, em Camaquã. As três regiões compõe a Macro Regional Centro-Sul da DS, que pode ser conferida no blog
http://dsmacrocentrosulrs.blogspot.com/. Foram eleitos também nove delegados para a Conferência Estadual, entre os butiaenses escolhidos estão Aquiles Santos Araújo e Mario Antônio Martins.

Segundo Everton Pereira, uma das principais lideranças da tendência no município “nossa Conferência serve para contribuir com o conjunto do PT ao propor o aprofundamento da revolução democrática iniciada pelo presidente Lula. Também queremos propor avanços na participação popular tanto no governo estadual quanto federal, além de reafirma a condição do PT de partido de classe e que tem como foco a construção do socialismo democrático” disse Pereira na abertura do evento. Chico Vicente, da Coordenação Estadual da tendência esteve presente no evento e realçou o fator privilegiado de Butiá estar entre os municípios da chamada “tríplice estrela”, alinhado aos Governos Estadual e Federal. Henrique Porto Lusa da Juventude Estadual do PT esteve também presente na conferência. Em Butiá, além de Everton Pereira, a DS conta como principais nomes Francisco da Costa Gonçalves “Chicão”, o gerente da Corsan, Everaldo Souza, o técnico ambiental Silvio Cunha e Rogério Pereira da Silva, líder do sindicato dos motoristas que está em fase de criação.

O PT é um dos únicos partidos no país e no mundo com direito assegurado em estatuto à existência de tendências internas. No caso do PT elas somam aproximadamente 14 e variam de acordo com as concepções ideológicas voltadas à esquerda e ao centro. A DS, por exemplo, é a maior tendência de esquerda e é maioria no Diretório Estadual que é presidido por Raul Pont, líder da DS no RS. No Governo do Estado a DS possui grande representação como a Secretaria de Educação. Já o Governo Federal é comandado por tendências voltadas ao centro. Em Butiá além da DS, o PT é composto pela Esquerda Democrática, Movimento PT, Unidade na Luta, Articulação de Esquerda e Ação Democrática, além de militantes chamados “independentes”.

domingo, 1 de maio de 2011

A preferência nacional



Por: EVERTON PEREIRA

Semana passada o Datafolha realizou um levantamento em todo o país para saber qual a preferência partidária dos brasileiros. O resultado foi estarrecedor para a oposição que desde o início da chamada “Era Lula” vêm tentando desqualificar o PT. E olha que o partido de Lula, Dilma, Tarso e Paulo Machado já passou por poucas e boas nesta última década. Já enfrentou desde a crise do mensalão (a mais grave de sua história) até a oposição sistemática da grande mídia contra a candidatura de todos os candidatos petistas. E o partido saiu, digamos, ileso. O levantamento do Datafolha, empresa ligada a Folha de São Paulo - um dos maiores adversários do petismo ao lado da Veja - constatou que o Partido dos Trabalhadores é o partido com maior preferência entre os brasileiros, principalmente na classe C, onde se ganha entre três a dez salários mínimos. Nesta classe social, a preferência pelo PT chega a 33%, contra, por exemplo, 6% do PSDB de Serra e FHC.

No levantamento geral, considerando todas as classes sociais pesquisadas, o PT ficou em primeiro lugar com folgados 26% da preferência nacional. Em segundo lugar, bem distante, vêm o PMDB com 6% e em terceiro o PSDB com 5%. Outros 9% foram divididos entre quase vinte partido e 54% dos brasileiros não consideram a legenda na hora de votar - o que ainda é um problema para a democracia, já que os partidos políticos, em tese, deveriam representar o que pensa e que ideologia defende, cada candidato. Por isso a urgência de uma Reforma Política, para que o coletivo e as ideias fiquem acima dos indivíduos e do personalismo, mas esta, é uma outra história para uma outra coluna.

O resultado deste levantamento desfaz o mito, comprado inclusive por alguns “companheiros”, que há um preconceito contra o PT. “Companheiros” que por isso, muitas vezes escondem a estrela e o vermelho para se tornar camaleões de ocasião. Se há preconceito contra o PT, ele vem daqueles que têm medo que mexam em seus interesses. Daqueles que tem medo da reforma agrária, que não querem ver o povão melhorar de vida e entre os patrões com medo do poder dos trabalhadores. Se for assim, é um orgulho “sofrer” este preconceito. Um quarto dos brasileiros a cada dois ano votam no 13, sem medo de preconceito algum.

Para além do meu orgulho petista, sou historiador e aqui falo como tal e com conhecimento de causa. Não há na história brasileira um partido político com tanta força como o PT. Talvez os Partidos Republicanos da República Velha, o velho PTB de Vargas ou o PCB de Prestes, a ARENA e o MDB, ou mesmo o PDT de Brizola tenham exercido um papel importante no cenário político, independente da motivação. Mas nada comparado ao PT de Lula. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a influência do PT atingiu um nível tão grande, que assim como nos dividimos entre gremistas e colorados, os gaúchos dividem-se também entre petistas e anti-petistas. Não é só na força da militância que um partido mostra sua força. Mas também e mais ainda, na ira e no medo de sua oposição.

domingo, 10 de abril de 2011

X Conferência Nacional da Democracia Socialista

A Democracia Socialista, tendência interna do Partido dos Trabalhadores, realizará sua X Conferência Nacional nos dias 8 a 10 de julho de 2011, no Hotel Nacional, na cidade de Brasília.

O Brasil vive um período político novo. As possibilidades para a construção de uma nova hegemonia, vinculando o processo de revolução democrática e luta pelo socialismo estão ampliadas.

Isto significa que ultrapassamos a fase política de disputa de projetos.

As vitórias do nosso movimento sobre o neoliberalismo – interrompendo-o e iniciando novo padrão de desenvolvimento com inclusão social, distribuição de renda e soberania nacional – resultou na eleição do terceiro mandato do PT na presidência da República, com a companheira Dilma Roussef.

Um mandato e um governo com capacidade de contribuir com a superação do neoliberalismo em escala continental. Soberania nacional, desenvolvimento e integração continental são aspectos do novo momento de grande parte dos países latinoamericanos. Permanece válida a formulação da IX Conferência Nacional da DS (2009), segundo a qual, é necessário construir legitimidade política, a partir da participação popular e dos interesses do povo trabalhador, para sustentar e enfrentar os novos conflitos que estão a caminho.

Dentre as grandes tarefas está a de inserir a dimensão política democrática no centro do novo padrão de desenvolvimento gestado em nosso país. Reforma política democrática, implementação de mecanismos nacionais de democracia participativa e um novo marco regulatório para os meio de comunicação contribuirão para dar início a uma nova dinâmica de desenvolvimento com participação ativa do povo organizado.

Neste novo período é preciso compreender o Governo Dilma, suas potencialidades e seus limites. Para cumprir a plataforma da campanha, na sua parte mais avançada, é preciso que os movimentos sociais cumpram o papel de mobilização para reivindicar as suas demandas, ampliação de direitos e novas aspirações. É preciso que os partidos políticos se fortaleçam enquanto agentes insubstituíveis para a ampliação do projeto democrático. É preciso que o Partido dos Trabalhadores atualize a sua plataforma para se colocar à altura e na dimensão das tarefas, aí incluída, a de hegemonizar uma ampla frente política e social que busca orientar e dar sustentação ao governo Dilma.

Nosso partido realizou o 4º Congresso e nele aprovou uma plataforma abrangente de reformas democráticas na sociedade brasileira, um programa da revolução democrática com a perspectiva do socialismo. Organizar as tarefas da DS para posicionar o PT diante da sociedade, do governo e da própria construção partidária é um dos desafios para nossa Conferência Nacional. Diz respeito a potencializar o PT diante das possibilidades de implementar seu próprio programa de luta pelo socialismo democrático.

Do mesmo modo que defendemos uma atualização das tarefas e da organização partidária, cabe a nossa corrente similar esforço. Para isso, convocamos a X Conferência Nacional da Democracia Socialista. O seu objetivo central será a elaboração de uma proposta - hipótese estratégica central - de um programa da revolução democrática.

Reivindicamos a tradição do marxismo revolucionário, de Marx, Lênin, Trotsky, Rosa Luxemburgo, Gramsci, Mariategui. Das experiências revolucionárias do século XX, incluindo, por óbvio, as suas derrotas. Da tentativa de oraganização internacionalista, socialista e revolucionária, engendrada pela proposta de uma revolução política nos países pós- capitalistas (a URSS de então), da revolução socialista nos países imperialistas e da revolução permanente nos países subdesenvolvidos.

Para a reconstrução de um programa para a revolução, na melhor definição dada por Trotsky - uma visão comum dos acontecimentos e das tarefas - lançamos nossos esforços para compreender e aprender com a história. Neste período, nossas referências e nosso diálogo é principalmente com as experiências latino americanas de constituição de governos populares através da conquista de maiorias nacionais, que amplia os limites da democracia formal e realiza reformas de cunho popular.

Nestes processos que chamamos de Revolução Democrática, o aspecto central é o protagonismo popular.

Queremos dialogar com as potencialidades e também com os impasses desse nosso movimento político.

A elaboração deste programa deve ser capaz de contribuir para a elevação da consciência política dos trabalhadores e das trabalhadoras, dos setores populares para uma visão de mundo socialista e portanto, feminista, anti-racista e ecossocialista. Este programa luta por mudanças estruturais na correlação de forças entre as classes sociais e mudanças qualitativas na natureza do Estado brasileiro, no sentido da sua democratização e superação dos privilégios do grande capital (na gestão do sistema financeiro, do agronegócio, do sistema tributário brasileiro fortemente regressivo, dos poderes não regulados democraticamente das grandes mídias empresariais, das relações da economia brasileira com o mercado mundial).

Todas estas mudanças devem se combinar com a busca da superação das raízes e fundamentos patriarcais e racistas do Estado e da sociedade brasileira. A elaboração deste programa da revolução democrática, cuja meta pressupõe um novo ciclo de forte e elevada articulação de lutas sociais e culturais com as práticas institucionais, será fundamental para renovar o horizonte histórico da práxis do PT, dos partidos de esquerda e dos movimentos sociais brasileiros. Além disso, será uma componente fundamental para a renovação das condições de legitimidade e governabilidade política do governo Dilma, para além de um horizonte parlamentar.

O conjunto das tarefas mencionadas conforma a pauta da X Conferência Nacional da DS. Ela deverá ser precedida por etapas estaduais. A participação com direito a votar e ser eleito/a nestas etapas requer a participação ativa no PT e nos espaços organizativos da tendência incluindo a respectiva cotização nacional.

Conclamamos todos/as a uma intensa participação na X Conferencia Nacional da Democracia Socialista, tendência do Partido dos Trabalhadores!

Participação

A X Conferência Nacional terá a participação de 1 delegado ou delegada para cada 20 militantes em cada estado.

Para votar e ser votado/a no processo da Conferência, cada militante da DS deverá participar do debate, comprometer-se com as deliberações democráticas e contribuir com a sustentação financeira da tendência.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

31 anos de PT: Uma história de mudanças



Por EVERTON PEREIRA

Neste mês de fevereiro o Partido dos Trabalhadores comemora seu 31º ano de existência. Já no Artigo 1º de seu Estatuto, o PT diz ao que veio, tanto enquanto partido político institucional ou como instrumento de lutadoras e lutadores sociais: “O PT é uma associação voluntária de cidadãs e cidadãos que se propõe a lutar por democracia, pluralidade, solidariedade, transformações políticas, sociais, institucionais, econômicas, jurídicas e culturais, destinada a eliminar a exploração, a dominação, a opressão, a desigualdade, a injustiça e a miséria, com o objetivo de construir o socialismo democrático”.

A história do PT confunde-se com a redemocratização, com a luta sindical e com a criação da CUT. Sua existência insere-se em um panorama de construção de partidos de esquerda com poucos paralelos no mundo. Talvez os exemplos sejam o do Partido Operário Social-Dremocrata Russo (POSDR), do Partido Social-Dremocrata da Alemanha (SPD) e do Partido Trabalhista (LP) inglês, que como o PT foram fundamentais nas conquistas sociais em seus países e continentes. Na América Latina o PT é a grande referência continental de um partido criado pelos trabalhadores e para os trabalhadores.

Antes de sua fundação, o PT já estava em gestação havia alguns anos. Foi o resultado da demanda criada pela luta contra a ditadura e pela busca de uma alternativa ao chamado “socialismo real”, imposto pelos soviéticos e pela maioria dos Partidos Comunistas. Assim o PT nasce lutando por democracia, pela terra e de grupos progressistas da Igreja Católica. Teve suas diretrizes e estatuto formulados pelos principais intelectuais de esquerda do país, entre eles Sérgio Buarque de Holanda, Paulo Freire, Maria da Conceição Tavares e Marilena Chauí. Nasce erguendo a bandeira das minorias sexuais, do meio ambiente, da defesa da igualdade racial e de gênero.

Ao contrário dos partidos de (extrema) esquerda que fazem oposição a ele, o PT “veio de baixo para cima”. Foi antes uma demanda, para então tornar-se realidade. Diferente da oposição de direita, nasceu nas ruas, no campo, nas fábricas, nas Comunidades Eclesiais de Base, nas escolas e universidades e não em gabinetes. É um partido radicalmente democrático e de pluralidade interna. Com direito de tendências, é singular na história política brasileira.

O PT mudou o Brasil, mas também foi mudando ao longo destes anos. Não é um partido monolítico. Houve inclusive, mudanças negativas. Fruto de estratégias equivocadas e da perda de foco de alguns grupos. O poder é um meio, não um fim! Como diz Frei Betto: “ele deslumbra”. Como tudo que é humano, um partido está sujeito a erros. A grandeza está em aprender com eles. Em usar este aprendizado, por exemplo, nesta experiência inédita, que coloca Butiá entre poucos municípios brasileiros, que numa espécie de eclipse político alinha Prefeitura, Governo do Estado e Presidência da República. Quem imaginaria isto em 1980?

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Do Planalto para a história...



“NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESTE PAÍS”

Publicado no Butiá Notícias Edição 633 de 07 e 08 de janeiro de 2011.

Sou um entusiasta do Governo Lula e também companheiro de partido do ex-presidente, mas faço aqui uma análise desapaixonada e a mais realista possível de seus governos. Acredito que Lula fez o melhor dentro do possível, neste sentido foi o melhor presidente da história brasileira. Mas contentou-se com o possível, eis seu primeiro e mais importante erro.

Ao não realizar a Reforma Política, a mais importante de todas, sujeitou-se a guinar para a direita e governar com Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho, Collor e Maluf. Sem a mudança da estrutura política e eleitoral é inevitável governar buscando (de qualquer forma) a maioria parlamentar. Entre os erros de Lula estão também a não realização da Reforma Agrária (apesar de ter assentado um número recorde de famílias) e da Reforma Tributária, criando uma tributação mais justa, cobrando mais de quem têm mais e menos de quem têm menos.

O ex-presidente pecou também em não encarar de frente o monopólio das comunicações e iniciar um debate consistente tendo em vista sua democratização. Tanto em suas campanhas quanto na campanha da presidente Dilma, a grande mídia foi o maior partido de oposição ao projeto popular do governo, demonstrando assim que ela age sob a lógica da luta de classes (o que Lula não fez) e dos interesses privados. O SUS continua deficiente e o saneamento básico precário, com mais de 50% dos domicílios desassistidos deste direito. O Programa Nacional dos Direitos Humanos ficou capenga, fazendo do Brasil o único país da América Latina que não teve coragem de responsabilizar os criminosos da ditadura e encarar de frente um passado sombrio para que ele não se repita jamais. Dos erros, eis os mais graves.

Os acertos são incontáveis e responsáveis pelos 90% de aprovação do ex-presidente e seu governo. Foram 20 milhões de brasileiros que saíram da miséria e 32 milhões da pobreza. A estabilidade econômica foi conquistada e ao contrário do que dizem os tucanos e a extrema-esquerda, não foi a continuidade do governo privatista de FHC. A crise foi de fato uma marolinha porque apesar dos banqueiros lucrarem, a ênfase foi no capital produtivo, na reindustrialização e na infraestrutura através do PAC. Lula também ficou na história por ter dado autonomia ao país criando uma política externa soberana e independente dos interesses norte-americanos. Aproximou-se de nossos iguais como os africanos, asiáticos e latino-americanos. Foi tão “ideológico” ao dialogar com Cuba, Bolívia e Venezuela quanto FHC ao se ajoelhar aos EUA, ao FMI e aceitar a ALCA.

Apesar da baixa evolução do ensino básico e dos erros no ENEM, o governo realizou uma verdadeira revolução no ensino superior com o PROUNI. A agricultura familiar nunca foi tão valorizada, fazendo de Guilherme Cassel do MDA um dos melhores ministros do ex-presidente. Durante a Era Lula (que ainda não acabou) foram criados 40 milhões de empregos com elevação salarial. A democracia direta e a participação popular apesar de tímidas geraram 73 Conferências e 70 mil pessoas participaram da construção das principais políticas do governo. Foi sim um governo sem paralelo na história. Lula não poderia ter escolhido jargão melhor. Nunca antes na história deste país o povo foi governado por um trabalhador e como se não bastasse, este operário elegeu (como também nunca antes na história deste país) uma mulher para governar a nação. Do possível foi feito quase tudo, agora devemos avançar para o “impossível”. Agora é Dilma!

domingo, 4 de julho de 2010

PEPE VARGAS E RAUL PONT EM BUTIÁ


Guilherme Machado, Leonardo Montenegro, eu, Pepe Vargas (deputado federal) e Raul Pnnt (presidente estadual do PT e deputado estadual) em jantar com companheiros na Central das Pizzas em 02 de julho de 2010. O primeiro passo...

terça-feira, 22 de junho de 2010

Em sete anos, governo do PT criou 13.013.131 empregos com carteira assinada


Em sete anos, governo do PT criou 13.013.131 empregos com carteira assinada


O Brasil gerou 298.041 empregos com carteira assinada em maio. Foi o melhor resultado para o mês de maio e o quarto melhor desempenho mensal do mercado de trabalho em toda a história do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Nos primeiros cinco meses do ano, o número de novos empregos formais somou 1,26 milhão, mais da metade da meta de 2,5% milhões prevista para todo este ano.

O desempenho do mercado de trabalho entre janeiro e maio animou o ministro Carlos Lupi a aumentar a previsão do governo sobre a geração de empregos em 2010 e ao longo dos oito anos de Governo Lula. Segundo Lupi, a criação de empregos durante os dois mandatos de Lula deve chegar a 15 milhões. De janeiro de 2003 ao fim de maio de 2010 foram gerados 13.013.131 postos de trabalho.

O ministro acredita que a Copa do Mundo de futebol e as eleições vão aumentar o número de trabalhadores empregados.“A Copa do Mundo e as eleições impulsionam a economia e criam empregos temporários e na indústria. Isso gera um efeito sazonal”, explicou.

Em maio, o setor Serviços contratou mais 86.104 trabalhadores. A agricultura empregou mais 62.247 pessoas e registrou a maior elevação do nível de emprego no mês dentre todos os setores e subsetores de atividade econômica. Esse desempenho, de acordo com o Ministério do Trabalho, está associado à interação entre fatores conjunturais e sazonais, estes relacionados às atividades de cultivo de cana-de-açúcar e café na Região Sudeste.

A Indústria de Transformação criou mais 62.220 postos de trabalho. E, pelo terceiro mês consecutivo, o setor Comércio apresentou desempenho recorde, com a geração de 43.465 empregos, sobretudo no segmento varejista.

Já a Construção Civil teve, em maio, o quinto mês consecutivo de geração recorde de empregos. Contratou quase 40.000 trabalhadores.

sábado, 12 de junho de 2010

PT comete erro histórico no Maranhão



ERRO HISTÓRICO

Publicado em http://aldeia-gaulesa.blogspot.com/

A sabedoria popular consagrou que “errar uma vez é humano, persistir no erro é burrice!”. Infelizmente, esta máxima teima em se fazer valer a todo instante.
O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores decidiu intervir no Maranhão, obrigando o apoio a Roseana Sarney, do PMDB. Indo contra a decisão que o PT do Maranhão, de forma democrática, definiu em seu encontro estadual pelo apoio a Flávio Dino, do PCdoB.

A decisão não teve unanimidade, pelo contrário, foi aprovada por força de maioria com 43 votos a 30, e apenas dois em cima do muro. As justificativas dadas por dirigentes da força hegemônica (CNB) foram extremamente frágeis.
A resolução justifica a escolha pela Roseana é devido “(...) a importância do PMDB na base aliada do nosso governo e na composição da coligação eleitoral nacional para as Eleições 2010”. Fica a pergunta, por um acaso o PCdoB não faz parte da “base aliada do nosso governo e na composição da coligação eleitoral nacional para as Eleições 2010”? Ainda mais, nesse quesito, o PCdoB é um aliado histórico do PT nas eleições nacionais desde 1989, ao contrário do PMDB, que apenas recentemente, e de forma conjuntural, aderiu ao projeto nacional.

Outro elemento é que em momento algum se verificou uma cobrança, de forma contundente e pública, por parte do PMDB, condicionando o apoio a Dilma em troca do apoio ao clã da família Sarney no Maranhão.
A resolução coloca ainda que “(...) 4º Congresso Nacional do PT que definiu como objetivo principal de 2010 a vitória na eleição presidencial, com a candidatura da companheira Dilma Rousseff, para dar continuidade aos avanços do projeto democrático e popular liderado pelo Presidente Lula.” O PT inteiro está unido nesse objetivo e justamente por isso que a decisão de intervenção é ainda mais equivocada. Qual a força que terá a campanha de um PT acovardado e sob intervenção nacional?

Não bastou o exemplo trágico da intervenção nacional do PT no Rio de Janeiro, quando o partido havia deliberado pela candidatura própria e a direção nacional obrigou o apoio ao Garotinho, produzindo os resultados que todos bem conhecemos.
Essa decisão no Maranhão, acompanhada da retirada do Pimentel em apoio ao Hélio Costa (PMDB) em MG colocam um cenário extremamente acanhado do PT nessas eleições.
Paradoxalmente, no ano em que o governo Lula atinge seus maiores índices de aprovação e que terá o desafio de eleger Dilma, o principal partido da esquerda brasileira se apresenta com candidatura própria em apenas 11 estados. Desde a primeira eleição disputada pelo PT em 1982, nunca o partido teve um número tão baixo de Estados com candidatura do PT liderando o campo democrático e popular.

A maioria nacional do PT erra se acredita que uma eleição será ganha apenas por força de acordos e composições com partidos. Uma eleição polarizada como esta e com tudo que está em jogo, não pode prescindir de uma militância aguerrida e comprometida com um projeto de transformação. A decisão de intervir no Maranhão certamente caminha na contramão e pode ser um erro histórico que cobrará a sua conta.